O presidente Donald Trump anunciou a entrada dos Estados Unidos em mais uma guerra. No sábado (21), foram confirmados bombardeios do país no Irã, endossando a agressão iniciada na semana anterior por Israel.
A ação criminosa ianque comprova que o governo de Benjamin Netanyahu nunca agiu sozinho. Também demonstra que o discurso antiguerra do presidente estadunidense é falso e oportunista. Sob Trump, os Estados Unidos se apresentam mais do que nunca enquanto uma nação imperialista e agressora, disposta a usar a força para alterar regimes políticos e obter vantagens econômicas e militares. As regras do direito internacional são violadas, e a população civil paga com sua própria vida.
O anúncio da guerra em nada tem a ver com as aspirações da classe trabalhadora estadunidense. Ao contrário, representa os interesses capitalistas das oligarquias aliadas ao Estado e ao governo de extrema direita.
Por isso mesmo, assim que anunciada, a guerra trouxe indignação à sociedade civil dos Estados Unidos, gerando uma onda de declarações nas redes sociais, na institucionalidade e o agendamento de manifestações para o próximo final de semana, sob a palavra de ordem No more wars (Chega de guerras!).
O rechaço à guerra no Irã deve se vincular às massivas mobilizações locais e mundiais contra o genocídio em Gaza e contra a guerra na Ucrânia. Mais do que nunca, será estratégica a entrada em cena do movimento de massas para defender a paz, a vida e a autodeterminação dos povos. Apenas amplas mobilizações dentro e fora dos Estados Unidos podem decisivamente conter o avanço da barbárie.
Mahmoud Khalil está livre!
Enquanto isso, na sexta-feira (20), uma boa notícia pautou o país. Após 104 dias de detenção, finalmente o ativista Mahmoud Khalil foi solto. Ele, assim, reencontrou-se com sua esposa e seu filho recém-nascido de 2 meses. Ao pousar no aeroporto de New Jersey, Khalil declarou à imprensa:
“Obrigado a todos que me apoiaram. Suas palavras e mensagens me mantiveram de pé. Mas a luta não terminou. O genocídio segue acontecendo em Gaza. Israel segue massacrando a Palestina e seu povo. Os Estados Unidos financiam esse genocídio. A Universidade de Columbia investe nesse genocídio. Foi por isso que eu protestei e é por isso que continuarei me manifestando ao lado de cada um de vocês, não importa que eles me ameacem de prisão. Ainda que eles ameaçassem me matar, eu continuaria defendendo a causa palestina.”
Dando materialidade ao que prometeu, já no domingo (22), Khalil liderou uma manifestação com cerca de mil pessoas em Nova York. Os manifestantes ouviram um discurso do ativista e marcharam em direção à Universidade de Columbia, erguendo bandeiras da Palestina e entoando a palavra de ordem Free, Free Palestine!