A militância socialista dos Estados Unidos teve presença histórica na I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, realizada entre 26 e 29 de março, em Porto Alegre (RS).
O país teve a quarta maior delegação do evento, com 15 militantes. Entre eles, 14 eram membros do Democratic Socialists of America (DSA) e 1 do Solidarity, organização membro da IV Internacional no país.
Entre os membros do DSA, destacaram-se militantes do caucus marxista Bread and Roses, com 8 integrantes, assim como ativistas independentes e o vereador Abdul Osmanu (Hamden, Connecticut). A Executiva Nacional do DSA, a juventude do DSA e a Comissão Internacional enviaram representantes. Estiveram presentes os estados de Nova York, Califórnia, Texas, Connecticut, Nova Jersey, Flórida, Wisconsin e Rhode Island.
No evento, o DSA promoveu duas atividades auto-organizadas e contou com dois de seus quadros participando de painéis centrais. Seus ativistas também se destacaram em diferentes atividades e articulações.
Ao mesmo tempo que a Conferência, em 28 de março, ocorreu nos Estados Unidos um novo dia de mobilizações “No Kings”, levando 8 milhões de pessoas às ruas. Em Porto Alegre, milhares de ativistas reunidos no evento antifascista manifestaram solidariedade à luta da classe trabalhadora estadunidense.
O tema dos Estados Unidos também apareceu com centralidade na carta final da Conferência. As razões são evidentes: atualmente, a luta antifascista mundial tem como eixo a tarefa de derrotar Donald Trump e sua política.
Nesse contexto, a I Conferência Internacional Antifascista e a delegação estadunidense tiveram papel relevante. A atuação da militância dos Estados Unidos em suas lutas nacionais contra Trump é decisiva para os rumos da conjuntura mundial. A militância antifascista internacional expressa solidariedade a essas lutas, que, em 2026, podem derrotar Trump tanto nas ruas quanto nas urnas.