Boletim Mais Lutas Agrárias #76 – 18 de novembro
Chegamos à 76ª edição do Boletim Mais Lutas Agrárias! Nesta semana, a COP30 segue marcada por contradições profundas: enquanto o agronegócio tenta impor ao mundo um modelo destrutivo que ignora saúde humana e desmatamento, povos indígenas denunciam o governo federal por falta de vontade política e por projetos que ameaçam rios, territórios e modos de vida. No campo, o genocídio contra o povo Guarani Kaiowá se agrava com novos ataques de pistoleiros, revelando a conivência estrutural do Estado brasileiro com o avanço da grilagem, da violência e do agronegócio armado. Ao mesmo tempo, a Cúpula dos Povos reafirma a necessidade de unificar forças contra o capitalismo que sustenta a destruição ambiental. Estas e outras notícias você confere no Boletim da semana!
O Boletim Mais Lutas Agrárias é uma parceria da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco com o PSOL Maranhão, presidido pelo companheiro Reynaldo Costa, militante do MST.
Confira abaixo o boletim na íntegra:
Meio ambiente
Documento do agro para a COP30 ignora saúde humana e desmatamento
O documento do agronegócio para a COP30 tenta vender o modelo brasileiro como solução global, omitindo impactos sobre saúde e desmatamento
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- O agro não se preocupa com a vida de qualquer espécie, muito menos com uma árvore em pé.
‘Falta vontade política de Lula’, diz liderança indígena que parou a COP30
Após o protesto de sexta que fechou a entrada da COP, Alessandra Munduruku pede ao presidente Lula a revogação de um decreto e denuncia que hidrovias e a expansão da soja colocam o rio Tapajós em risco
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- O governo Lula tenta liderar uma ação climática global, mas dentro do próprio território leva a cabo uma política anti-ambiental e de descomprometimento com as demandas dos povos indígenas.
COP-30: da resignação ao colapso
Declaração de correntes do PSOL aponta que a COP30 precisa enfrentar o sistema capitalista que sustenta a destruição ambiental
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- “Nosso objetivo em Belém é somar esforços para avançar em uma alternativa à destruição ambiental, pondo um fim ao verdadeiro responsável por ela: o sistema capitalista”.
Questão agrária e direitos humanos
Sob ataque de pistoleiros, Guarani Kaiowá retomam área para cobrar demarcação e combater a fome
Comunidade de Pyelito Kue, em Iguatemi (MS), acampa em parte da Terra Indígena Iguatemipeguá I sobreposta pela Fazenda Cachoeira
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Guarani Kaiowá é morto com tiro na testa em área de conflito no MS
Lideranças indígenas atribuem a pistoleiros o ataque contra a retomada Pyelito Kue, no município de Iguatemi (MS), neste domingo (16). Ao menos outros quatro Guarani-Kaiowá estão feridos
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A verdade da COP grita desde Iguatemi, presidente Lula: agromilícia assassina Vicente Kaiowá e Guarani com a negligência do Estado
É urgente que o governo federal adote medidas coordenadas e articuladas para que todos as terras Guarani e Kaiowá sejam demarcadas
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- É vergonhoso! Toda a estrutura estatal sabe das regiões de maior risco de vida para os povos indígenas.
- Não proteger os indígenas e não demarcar terras do povo Kaiowá, não é negligencia é ser cumplice deste massacre.
“Unificar nossas forças e enfrentar o inimigo comum”, declara Cúpula dos Povos
Em declaração final, mais de mil organizações que construíram atividade, denunciam o capitalismo e reforçam a luta dos povos
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MPF recorre contra prescrição em caso de trabalho análogo à escravidão em Minas
Crime em questão teria ocorrido entre 2011 e 2014, na Fazenda Olhos D’Água, em Sacramento
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- O Brasil, ao aderir a tratados internacionais, comprometeu-se a tratar tais crimes como imprescritíveis, enquadrando-os na categoria de crimes contra a humanidade.
