O II Encontro Ecossocialista Latino-Americano e Caribenho, realizado entre os dias 8 e 11 de novembro em Belém, teve um momento especial dedicado à causa palestina, com um ato simbólico e uma oficina sobre o genocídio do povo palestino e sua conexão com a crise ambiental sem precedentes. A Fundação Lauro Campos e Marielle Franco está na construção do Encontro e esteve presente na atividade.
Os avanços bélicos contra Gaza resultam na destruição do meio ambiente e dos meios de reprodução social das palestinas e palestinos. Os recursos naturais do território palestino, como rios, são explorados pelo regime sionista dentro da economia capitalista. Uma das expressões desta espoliação é a atuação da Mekorot, empresa estatal israelense que distribui água tanto na Palestina histórica quanto nos territórios palestinos ocupados. Na prática, a empresa rouba os recursos hídricos palestinos e ainda cobra valores abusivos para que as famílias palestinas possam ter acesso a eles.
O ato simbólico contou com a presença de Jamal Juma, histórico ativista palestino do movimento BDS. Em seguida, a oficina teve a participação de Nico Calabrese, militante do PSOL e da Rede Emancipa que esteve na missão humanitária Global Sumud Flotilha; Maren Mantovani, do Secretariado do Movimento BDS e da campanha Fora Mekorot; Salma Barakat, coordenadora da Coalizão Palestina na COP30 e integrante do movimento Stop The Wall; Natalia Salvatico, da Amigos de la Tierra Argentina e da campanha Fora Mekorot; e Ian Vidal, do Attac na França. A mediação foi feita por Camila Barbosa, do coletivo Juntos!
A luta ecossocialista é necessariamente internacionalista e passa pela libertação de todos os povos do mundo. Por isso, reforçamos a necessidade de seguirmos ecoando: Palestina livre, do rio ao mar!