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Boletim Mais Lutas Agrárias

#92

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Boletim Mais Lutas Agrárias #91 – 16 de março

Chegamos a mais uma edição do Boletim Mais Lutas Agrárias. Nessa edição, destacamos novas lutas protagonizadas por populações do campo, como a marcha de mulheres em defesa da agroecologia no semiárido e as novas iniciativas do MST para exigir políticas de reforma agrária. Além disso, repercutimos casos de uso de trabalho análogo à escravidão, que seguem existindo. Essas e outras notícias você pode conferir no nosso Boletim!

Repercutimos também ataques dos ruralistas contra a luta dos sem-terra. Essas e outras notícias você pode conferir no nosso Boletim!

O Boletim Mais Lutas Agrárias é uma parceria da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco com o PSOL Maranhão, presidido pelo companheiro Reynaldo Costa, militante do MST.

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Meio Ambiente

  • A Belo Monte que a usina apagou

    O que a estátua de um homem branco vestido de pescador esportivo, numa praça em homenagem a um homem negro, conta sobre a comunidade que teve o nome roubado pela segunda maior hidrelétrica do Brasil e sobre o racismo contra as populações tradicionais

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    O monumento mostra a tentativa de apagar a identidade regional, o que é grave. É o “desenvolvimento” apagando a memória, a história de um povo.
  • Mulheres marcham em defesa da agroecologia e contra ‘falsas soluções’ para o Semiárido

    Mobilização denuncia impactos de grandes empreendimentos eólicos; Programa Um Milhão de Tetos Solares é lançado

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    “A marcha nasce para afirmar a agroecologia como um projeto político e também para denunciar todo tipo de violência contra as mulheres camponesas.”

Questão Agrária e Direitos Humanos

  • Que fim levou a Fazenda Volkswagen, onde trabalhadores foram escravizados no Pará?

    Propriedade de 140 mil hectares em Santana do Araguaia, no Sudeste do Pará, teve 60% da área destinada para reforma agrária, enquanto o restante foi cenário de disputas violentas de terra

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    A montadora alemã criou gado e explorou madeira em Santana do Araguaia, na região sul do estado, entre 1974 e 1986. Incentivadas pelo regime militar, as atividades contaram com isenções fiscais da ordem de R$ 500 milhões,
  • Sem orçamento e armazéns, recomposição de estoques de alimentos ‘patina’

    Conab retomou compras de mantimentos focada no milho e no arroz, mas seus armazéns contêm hoje cerca de um décimo da quantidade dos grãos que tinham há 30 anos

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  • Grileiros causam desmatamento na comunidade Grinalda do Ouro, no Piauí

    Comunidade demanda o fim imediato do desmatamento e a conclusão do processo de demarcação de seu território

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    O Piauí é um dos estados do nordeste onde o agronegócio avança com mais agressividade, é muita destruição.
  • Juiz estadual do Maranhão condena empresário por racismo contra comunidade do Quilombo Pau Pombo, no município de Santa Helena

    Acusado foi condenado a dois anos de reclusão, mas teve pena substituída por dois anos de limitação dos fins de semana e multa equivalente a três salários mínimos

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  • Justiça obriga Rock in Rio a garantir carteira assinada contra trabalho escravo

    Decisão obriga organizadora do Rock in Rio e terceirizada a garantir registro, descanso mínimo e infraestrutura adequada para trabalhadores; Rock World nega irregularidades e diz que problemas foram cometidos por empresa terceirizada

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    Segundo a fiscalização, parte dos trabalhadores cumpria turnos de até 21 horas seguidas.
  • MST no RS inicia vigília no Incra e cobra respostas sobre áreas para a Reforma Agrária

    Sem Terra cobram o reassentamento de famílias atingidas pelas enchentes de maio de 2024 e o assentamento de famílias acampadas no estado

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    Trabalhadores sem-terra em luta por reforma agrária!
  • Mulheres Sem Terra ocupam fazenda com histórico de trabalho escravo no Tocantins

    Área já tem decisão favorável à destinação de Reforma Agrária e famílias cobram vistoria do Incra

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    Há seis anos o STF declarou que a área é da União. Mas o fazendeiro permanece na área de forma irregular, permanece grilando terra pública. O caso mostra inoperância ou mesmo a falta de vontade para criar assentamentos.

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