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Boletim Mais Lutas Agrárias

#106

Monitoramento de mídias sobre questão agrária e meio ambiente

1º a 7 de julho de 2026

Meio Ambiente

  • Povo Karaxuwanassu denuncia crise sanitária e destruição ambiental em território reivindicado

    A aldeia do povo Karaxuwanassu, que ocupa o território Marataro Kaeté, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (PE), enfrenta há mais de um ano uma grave crise, com falta de água, luz e alimentos, além de sofrer com invasões, desmatamento e o descarte irregular de resíduos hospitalares em seu território reivindicado. A situação expõe o abandono do poder público e a pressão constante sobre os territórios indígenas, combinando violação de direitos básicos com agressão ambiental.

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  • À espera dos Mashco Piro, um povo isolado na fronteira do Brasil com o Peru

    No Acre, Indígenas se preparam para encontros com a etnia Mashco Piro, que vive sem contato na floresta e agora foge de madeireiros que avançam sobre seu território. A reportagem mostra a pressão do desmatamento e da exploração madeireira sobre os povos isolados, forçando sua aproximação e colocando-os em risco

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  • Com barragem três vezes maior do que a de Brumadinho, mina da canadense Belo Sun ameaça Amazônia

    A mineradora canadense Belo Sun pretende extrair ouro na Volta Grande do Xingu com um projeto que prevê uma barragem de rejeitos três vezes maior que a de Brumadinho, além de revirar 620 milhões de toneladas de terra. A empresa é acusada de incitar conflitos comunitários e de informar dados incorretos sobre o tamanho do empreendimento. Mais um caso emblemático da corrida por minerais na Amazônia, que coloca em risco a vida de comunidades inteiras e o meio ambiente em nome do lucro internacional.

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  • Audiência pública em Nova Santa Rita (RS) fortalece enfrentamento aos impactos dos agrotóxicos

    A audiência pública realizada em Nova Santa Rita (RS) reuniu organizações sociais, pesquisadores e representantes de comunidades para discutir os impactos da pulverização de agrotóxicos sobre a saúde humana, o meio ambiente e a produção agroecológica. O encontro reforçou a necessidade de ampliar políticas públicas de controle e fiscalização do uso de venenos agrícolas. O debate reforça a defesa de medidas mais rigorosas para proteger a saúde pública e o meio ambiente.

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  • Atuação da OCDE em caso de envenenamento por agrotóxicos evidencia sua ineficácia, diz especialista

    Segundo especialistas ouvidos pela Campanha, o procedimento adotado não tem garantido respostas efetivas às vítimas nem responsabilização das empresas envolvidas. A publicação questiona a efetividade dos mecanismos internacionais de responsabilização de empresas ligadas ao agronegócio e ao mercado de agrotóxicos.

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Questão Agrária e Direitos Humanos

  • Documentos apontam que grandes empresas de grãos compraram lenha de autuado por escravidão

    Grandes empresas de grãos, carnes e laticínios compraram lenha de produtores autuados nos últimos quatro anos por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão na extração de madeira, revela uma investigação da Repórter Brasil. Estão nessa lista Amaggi, Correcta (incorporada à Bunge), Durli Agropecuária e Bravalat — fornecedora da marca Ipanema, vendida no Carrefour. A investigação expõe a fragilidade dos mecanismos de controle das grandes empresas. Elas afirmam barrar fornecedores na Lista Suja, mas continuam comprando de autuados.

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  • Subnotificação e difícil acesso a frentes de trabalho travam combate à escravidão no corte de lenha

    Entre 2017 e 2025, 336 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo em atividades de cultivo de eucalipto e extração de madeira, segundo dados do Ministério do Trabalho. Especialistas alertam que esses números são apenas uma parcela mínima da realidade: a cadeia da lenha tem pouquíssimas denúncias, fiscalizações são raras e as frentes de trabalho se movem rapidamente em áreas de difícil acesso. A rapidez das operações e a falta de denúncias tornam a cadeia da lenha praticamente invisível para a fiscalização. O Estado chega atrasado, enquanto os trabalhadores seguem à margem da proteção trabalhista. Amazônia concentra 44% dos conflitos no campo em 40 anos.

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  • Sem-terra ampliam mobilização contra despejo de cinco mil famílias em Alagoas

    Na manhã desta terça (7), os camponeses e camponesas em luta na capital Maceió desde a última segunda-feira, realizam uma marcha pelo centro da cidade e ocupam a frente do Tribunal de Justiça de Alagoas, ampliando a mobilização dos sem-terra contra o despejo das famílias que vivem hoje nas áreas ocupadas das antigas usinas Laginha e Guaxuma. Cinco mil famílias podem perder tudo após anos de luta. A mobilização denuncia a demora do governo e a ameaça de retorno da cana sobre a produção de alimentos.

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  • Sem-terra ocupam frente do palácio do governo de AL contra despejo de famílias pelo Grupo João Lyra

    Cerca de mil trabalhadores(as) rurais de vários movimentos ocupam na manhã de 6 de julho a porta de entrada do palácio do governo de Alagoas contra despejo de famílias acampadas nas terras do Grupo João Lyra. A ocupação do palácio do governo pressiona o estado a cumprir acordos não realizados. O movimento exige a destinação das terras para reforma agrária.

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  • Hortas urbanas levam comida fresca para as mesas das periferias de São Paulo

    A reportagem apresenta iniciativas de hortas urbanas que produzem alimentos frescos em bairros periféricos de São Paulo, contribuindo para combater os chamados desertos alimentares e fortalecer a segurança alimentar das comunidades.

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  • Plataformas públicas monitoram riscos e fortalecem a organização dos territórios

    Ferramentas públicas de monitoramento ambiental e territorial estão sendo utilizadas para auxiliar comunidades atingidas por barragens e eventos climáticos extremos na prevenção de riscos e na organização dos territórios. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) defende que plataformas públicas de monitoramento climático e hidrológico contribuam para reduzir impactos sobre comunidades.

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