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Boletim Mais Lutas Agrárias

#107

Monitoramento de mídias sobre questão agrária e meio ambiente

8 a 15 de julho de 2026

Meio Ambiente

  • O avanço da extrema direita nas Américas ameaça a Amazônia e reduz as chances de sobrevivência

    Analisa o impacto do governo de extrema direita na região amazônica, descrevendo o cenário como uma encruzilhada histórica entre a preservação e a transformação da floresta em fronteira de exploração econômica.

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    O texto escancara o risco existencial imposto pela financeirização e militarização da floresta: tratar a Amazônia como mera fronteira econômica condena as futuras gerações — humanas e não humanas — ao colapso climático.
  • Contra o capitalismo que come a Floresta, expedição científica mergulha nos caminhos ancestrais

    Relato de expedição no Rio Xingu destacando a união entre saberes tradicionais do povo Mẽbêngôkre e a conservação ambiental contra a predação capitalista.

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    A expedição resgata a conexão entre os saberes tradicionais e a conservação da biodiversidade e serve como denúncia poética da ganância predatória que tenta mercantilizar o tempo e as águas da Amazônia.
  • Ciência e agroecologia apontam caminhos para reduzir emissões de metano no cultivo de arroz

    Pesquisadores debateram técnicas de manejo e produção orgânica do MST na Semana de Ação Climática de Porto Alegre.

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    A sociedade precisa ter o direito de se alimentar bem e de forma saudável. É preciso ampliar a produção orgânica no Brasil.
  • Crédito privado ao agro cresce e especialistas veem vácuo de regras antidesmate

    A expansão agropecuária, financiada por R$ 1,34 trilhão em títulos privados até abril de 2026, está ligada a emissões de gases de efeito estufa e contorna normas ambientais, apontam o Ministério da Agricultura e especialistas.

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    O avanço de fundos como os Fiagros ignora a fiscalização ambiental. Sem rastreabilidade do dinheiro privado, as metas climáticas ficam reféns da especulação no campo.

Questão Agrária e Direitos Humanos

  • “Nossa luta é pela continuidade da vida”: mulheres indígenas lançam carta contra silenciamento e exploração dos territórios

    Mulheres indígenas de diversos povos reuniram-se na Aldeia Katurãma (MG), de 16 a 19 de julho, para intercâmbio focado em memória ancestral, defesa da vida e proteção territorial, promovido pelo Cimi Regional Leste.

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    A sobreposição de grandes projetos de mineração à violação de corpos e territórios tradicionais evidencia a urgência de combater o racismo e a violência de gênero no contexto ambiental.
  • Em 5 anos, 573 são resgatados de escravidão em pedreiras e obras de pavimentação no NE

    Relato sobre um trabalhador vivendo em condições precárias, sem água potável, produzindo paralelepípedos manualmente para uma obra pública no sertão baiano, ilustrando a situação de centenas de resgatados na região.

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    Denuncia a conivência estatal ao financiar, via emendas, a degradação humana e o trabalho escravo em obras de infraestrutura, enquanto a terceirização atua como escudo para a impunidade.
  • Trabalho escravo no Piauí: 35 pessoas são resgatadas em fazenda

    Trinta e cinco trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda no Sul do Piauí. Fiscalização encontrou água imprópria para consumo, falta de higiene e riscos de incêndio nos alojamentos usados pelos empregados.

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    O pujante agronegócio do Matopiba esconde sua lucratividade em alojamentos precários e água contaminada.
  • Ofensas do governador de Santa Catarina a lideranças Laklãnõ Xokleng em território indígena são levadas ao MPF

    Durante sua passagem pela Terra Indígena (TI) Ibirama-La Klãnõ, no dia 8 de julho, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), proferiu xingamentos a lideranças Laklãnõ Xokleng, que foram lidos pela comunidade como de cunho racista e misógino.

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    A postura violenta e a recusa de diálogo do governador explicitam o racismo institucionalizado do Estado.

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