Boletim Mais Lutas Agrárias
#114
Monitoramento de mídias sobre questão agrária e meio ambiente
DE 1º A 8 DE SETEMBRO DE 2026
A edição nº 114 do Mais Lutas Agrárias cobre o período de 1º a 8 de setembro de 2026, com o monitoramento da FLCMF sobre questão agrária e meio ambiente.
Nesta semana: a união das mulheres indígenas do Médio Xingu contra a mineradora Belo Sun, o financiamento eleitoral de autuados por infrações ambientais, os 841 conflitos no campo registrados pela CPT no primeiro semestre e o balanço da reforma agrária no terceiro mandato de Lula.
Meio Ambiente
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A união de mulheres indígenas contra o fim do mundo
Gravemente impactadas pela hidrelétrica de Belo Monte e com a mineradora canadense Belo Sun à espreita, lideranças femininas de sete povos do Médio Xingu se unem para salvar seus territórios.
Leia a notícia completaCom o acesso ao rio dificultado, a solução para garantir o direito de ir e vir das aldeias foi a mesma: abrir uma estrada. E, por ela, chegaram os madeireiros, os garimpeiros e os grileiros criadores de gado.
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Autuados pelo Ibama já doaram R$ 6,6 milhões a 136 candidatos
A reportagem mostra que pessoas autuadas pelo Ibama por infrações ambientais realizaram doações para campanhas eleitorais. O levantamento relaciona financiamento político, infrações ambientais e interesses econômicos ligados ao campo.
Leia a notícia completaEscancara a influência econômica de grandes produtores e de agentes ligados a infrações ambientais no processo eleitoral, e aproxima a questão ambiental do debate político de 2026.
Questão Agrária e Direitos Humanos
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Lula 3 assenta 58,6 mil famílias, enquanto 113 mil aguardam por terra em acampamentos
A reportagem questiona o ritmo da reforma agrária no atual governo e mostra que o número de famílias assentadas ainda é insuficiente diante da demanda existente.
Leia a notícia completaAté julho de 2026, o atual governo havia assentado 58,6 mil novas famílias. Atualmente, 113.232 famílias estão acampadas em todo o Brasil.
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TST atende AGU e devolve caso de escravizada em residência de juiz à Lista Suja
A decisão do Tribunal Superior do Trabalho determina o retorno ao cadastro de empregadores flagrados com trabalho análogo à escravidão de uma mulher cujo caso envolveu trabalho doméstico em residência de um juiz.
Leia a notícia completaAna Cristina Gayotto de Borba foi incluída, em abril do ano passado, na Lista Suja do trabalho escravo do governo federal.
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Bancos cortam subsídios ao agro por desmate e escravidão
- A investigação mostra que bancos passaram a retirar benefícios de financiamentos rurais quando são identificadas irregularidades ambientais ou trabalhistas.
Leia a notícia completaAo menos 101 operações de financiamento ao agronegócio perderam subsídios em 2026
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DADOS PARCIAIS 2026: Mesmo com menos assassinatos, conflitos no campo apresentam crescimento no 1º semestre do ano
A CPT registrou 841 conflitos no campo no primeiro semestre de 2026, sendo 711 relacionados à terra, 100 à água e 30 envolvendo trabalho escravo rural. O Maranhão aparece em primeiro lugar, com 156 conflitos.
Leia a notícia completaApós um ano de queda, o número de conflitos no campo tornou a crescer, totalizando 841 conflitos
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Amazônia Legal concentra mais da metade dos conflitos no campo registrados no 1º semestre de 2026
O Pará lidera, com 90 ocorrências, seguido por Amazonas e Rondônia, com 63 cada. Dos seis assassinatos registrados em conflitos no campo, cinco ocorreram na Amazônia.
Leia a notícia completaDo total de 841 conflitos agrários registrados no 1º semestre do ano, 446 foram registrados na Amazônia Legal.
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Soberania alimentar é terra, água, sementes, pão e solidariedade
Uma importante entrevista com Maria de Jesus, coordenadora estadual do MST no Ceará, sobre soberania alimentar, acesso à terra, agricultura familiar e produção de alimentos saudáveis.
Leia a notícia completaA soberania alimentar, ela compreende essa questão do controle da produção.
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Movimentos do campo constroem plataforma comum para enfrentar agronegócio e defender territórios
A articulação mostra a tentativa dos movimentos populares de construir uma agenda comum para enfrentar a expansão do agronegócio e defender os territórios de povos do campo, das florestas e das águas.
Leia a notícia completa60 movimentos e organizações populares chegaram a uma convergência que inclui propostas de mobilizações, enfrentamento ao agro, defesa da soberania dos povos sobre seus territórios.