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Boletim Mais Lutas Agrárias

#85

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Boletim Mais Lutas Agrárias #85 – 27 de janeiro

Chegamos a mais uma edição do Boletim Mais Lutas Agrárias. Nessa edição, destacamos importantes lutas que ocorrem no Oeste do Pará, como a denúncia da contaminação da população por agrotóxicos e também a batalha dos povos indígenas do Baixo Tapajós contra a privatização dos rios. Além disso, repercutimos o rompimento de um dique em um empreedimento da Vale enm Minas Gerais 7 anos após o crime de Brumadinho, demonstrando que essa empresa segue arriscando a vida de populações inteiras e também do meio ambiente. Essas e outras notícias você pode conferir no nosso Boletim!

O Boletim Mais Lutas Agrárias é uma parceria da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco com o PSOL Maranhão, presidido pelo companheiro Reynaldo Costa, militante do MST.

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Meio Ambiente

  • Professora que denunciou contaminação de alunos por agrotóxicos no Pará é transferida

    Transferência de professora conhecida por denunciar intoxicações ocorre após decisão judicial proibindo pulverização de agrotóxicos no entorno de escolas em Belterra (PA); secretaria municipal de educação diz que mudança foi motivada por redução de turmas

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    Essa professora nos mostra como a educação tem um papel social, de disputa das condições de vida em que o povo está inserido!
  • Povos originários do Baixo Tapajós (PA) realizam ato em defesa da vida e contra a privatização dos rios

    Povos originários do Baixo Tapajós, no oeste do Pará, ocuparam nesta quinta-feira (22) o porto da multinacional norte-americana Cargill, em Santarém, em defesa do Rio Tapajós e da vida que nele existe

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    O projeto avança sem licenciamento ambiental válido e sem a realização de consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais afetadas. Sempre a mesma atitude, os grandes projetos, com anuência do Estado, passam por cima de tudo, inclusive das leis.
  • O jogo da mineradora Belo Sun na Amazônia

    Com a licença do gigantesco projeto de extração de ouro suspensa na Justiça, a corporação canadense aprimora sua estratégia para avançar sobre a Volta Grande do Xingu, expondo suas conexões com políticos e investindo para tornar seu nome parte do cotidiano de Altamira

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    A Belo Sun está há 14 anos tentando obter autorização para extrair 60 toneladas de ouro na área de 130 quilômetros em volta do Rio Xingu. Belo Sun vai aos poucos cooptando a população com projetos sociais e outras ações. A ideia é se passar por “bom moço”.
  • Operação do ICMBio causa prejuízo de R$ 3 milhões a madeireiros ilegais na Amazônia

    Ações aconteceram em Unidades de Conservação (UCs) federais no Amazonas, no Parque Nacional de Anavilhanas, e no Pará, na Reserva Extrativista Verde Para Sempre

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    É preciso mais intensidade no combate aos crimes de desmatamento e punições mais firmes.
  • Da lama à luta: 7 anos após o crime, a vida ainda vale menos que o lucro

    Sete anos depois, a cidade ainda convive com as consequências profundas dessa tragédia: famílias seguem em busca de justiça, verdade e reparação integral, enquanto os impactos sociais, econômicos e ambientais permanecem longe de serem superados

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    A empresa responsável continua impune e a população vive com graves sequelas: altos índices de transtornos mentais e exposição a metais pesados, doenças respiratórias, de pele e crônicas.
  • Dique da Vale se rompe e coloca em risco 200 trabalhadores

    Rompimento ocorreu no marco dos 7 anos do crime da Vale em Brumadinho. MAB reforça a necessidade da implementação de todas as exigências da Política Nacional das Populações Atingidas por Barragens (PNAB)

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    O movimento cobra a implementação de todas as exigências da Política Nacional das Populações Atingidas por Barragens (PNAB).

Questão Agrária e Direitos Humanos

  • Mosteiro católico na Bahia em conflito com sem-terra e quilombolas é investigado pelo MP

    Ligado à igreja católica, Mosteiro de Jequitibá tenta na Justiça a reintegração de áreas ocupadas por quilombolas e sem-terra no interior da Bahia; alvo de investigação do Ministério Público estadual por supostas irregularidades contábeis, instituição nega problemas

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    Se a propriedade não cumpre sua função social, ela deve ser desapropriada para fins de reforma agrária. Artigo 186 da CF. por aqui já mostra que os sem terras estão certos. Preocupante ainda é o “castigo de Deus” que os sem terra devem sofrer conforme avisou o padre.
  • Governo do Brasil anuncia pacote de medidas para a reforma agrária no valor de R$ 2,7 bilhões

    Presidente Lula e ministro Paulo Teixeira fizeram os anúncios em Salvador (BA), em evento comemorativo de 42 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

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    É uma importante notícia, mas precisa ser concretizada. Medidas apresentadas em maio de 2023 para reforma agrária ainda não foram concretizadas.

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