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Boletim Mais Lutas Agrárias

#89

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Boletim Mais Lutas Agrárias #89 – 24 de fevereiro

Chegamos a mais uma edição do Boletim Mais Lutas Agrárias. Nessa edição, mais uma vez, destacamos a luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantis no Pará. Além disso, enfatizamos as consequências da atuação do agronegócio em diferentes regiões do país: a contaminação das águas em Santa Catarina, os impactos dos agrotóxicos para comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul e os crimes ambientais no Maranhão. Essas e outras notícias você pode conferir no nosso Boletim!

Repercutimos também ataques dos ruralistas contra a luta dos sem-terra. Essas e outras notícias você pode conferir no nosso Boletim!

O Boletim Mais Lutas Agrárias é uma parceria da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco com o PSOL Maranhão, presidido pelo companheiro Reynaldo Costa, militante do MST.

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Meio Ambiente

  • Indígenas ocupam balsa de soja no rio Tapajós contra privatização de hidrovias

    Mobilização indígena amplia pressão sobre o governo federal após inclusão de hidrovias em três rios amazônicos no Programa Nacional de Desestatização, que abre caminho para privatização das vias e aprofundamento dos canais de navegação

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  • Indígenas completam um mês de ocupação no porto da Cargill no Pará: ‘Contra esse monstro que vem destruindo nossas vidas’

    Manifestantes exigem revogação do decreto sobre desestatização que inclui os rios Madeira, Tocantins e Tapajós

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    Indígenas em mobilização pelo futuro de todos.
  • Justiça valida licença da Belo Sun e a Volta Grande do Xingu fica ainda mais ameaçada

    O desembargador Flávio Jardim desconsidera decisão anterior do tribunal para abrir caminho a mina de ouro que pode arrasar uma região já impactada por Belo Monte

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    No caso da Belo Sun, a Justiça mostra sua cara de sempre, atuando em favor dos grandes empreendimentos, não se preocupa com a natureza e nem com os que vivem nela.
  • Mais da metade dos municípios de SC têm traços de agrotóxicos na água potável

    Cinco substâncias identificadas na água tratada de 52% das cidades de SC são proibidas no paísltura

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    Onde o agronegócio tem histórico de força, a destruição é sempre maior.
  • São Sebastião continua em risco: famílias atingidas pelo desastre de 2023 enfrentam abandono e novas enchentes

    Tragédia que matou mais de 60 pessoas escancarou a vulnerabilidade climática do Litoral Norte paulista, mas políticas estruturais seguem insuficientes e moradores voltam a perder tudo

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    Apesar de anúncios de entrega de moradias e obras de contenção, muitas famílias seguem aguardando reassentamento definitivo. Outras continuam vivendo em áreas classificadas como de risco, sem garantia de segurança.
  • Desastre ambiental na Vila Maranhão expõe atuação do Grupo Valen em São Luís (MA)

    Crime ambiental expõe famílias à contaminação da água, provoca deslocamentos forçados, adoecimento físico e psicológico e evidencia a negligência com a saúde e o direito ao território

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Questão Agrária e Direitos Humanos

  • Mulheres do Cerrado lutam por segurança hídrica e alimentar no bioma mais ameaçado do Brasil

    Os problemas pela terra e território sobrecarregam as mulheres do Cerrado na luta pela água contra a insegurança alimentar

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    Os povos, comunidades e pessoas ligados diretamente com a terra são os que mais sofrem com a agressão ao cerrado.
  • Relatório aponta impactos de agrotóxicos e avanço de mediação de conflitos em terras Guarani no MS

    Um relatório produzido pelo Comitê da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida em Dourados-MS e pela Fundação Oswaldo Cruz Ceará, em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados, analisa os efeitos da exposição a agrotóxicos em comunidades indígenas e camponesas de Mato Grosso do Sul. O estudo reúne dados de campo, bases públicas de saúde e literatura científica para compreender como o uso intensivo de venenos agrícolas afeta territórios, modos de vida e a saúde coletiva

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    O documento, aponta “correlação entre produção agrícola e intoxicação”, e que municípios com maiores níveis de produção são também aqueles com maiores registros de contaminação .
  • Ministro do Trabalho anula autuação da JBS Aves por trabalho escravo em granja fornecedora

    Parecer jurídico argumenta que a empresa não deve ser responsabilizada diretamente por situação encontrada entre trabalhadores terceirizados

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    Um grande retrocesso que pode ampliar barreiras no combate ao trabalho escravo no Brasil.
  • 526 anos depois, indígenas Pataxó retomam área na praia do ‘primeiro contato’ na Bahia e pedem demarcação do território

    No último dia 8 de fevereiro, indígenas Pataxó iniciaram a retomada da Fazenda Barra do Cahy, de 677 hectares, em Prado, no extremo sul da Bahia. A área dá acesso à praia apontada como o local do primeiro contato entre portugueses e povos originários, em 1500, e está integralmente sobreposta à Terra Indígena (TI) Comexatibá, declarada de posse permanente do povo Pataxó pelo Ministério da Justiça em novembro de 2025.

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    Retomar território, tomado de assalto em 1500 é mais que um direito, é a essência dos povos que viviam daqui.

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