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Boletim Mais Lutas Agrárias

#35

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Boletim Mais Lutas Agrárias #35 – 30 de janeiro de 2025

Na 35ª edição do Boletim Mais Lutas Agrárias, destacamos preocupantes retrocessos em relação ao meio ambiente, em especial às nossas florestas: a degradação daAmazônia cresceu em quase 500% em 2024, o governo federal de Lula segue liberando centenas de agrotóxicos e a legalização da pulverização de agrotóxicos ameaça os ecossistemas e povos originários. Repercutimos também a crise dos alimentos que ameaça a popularidade do governo Lula, ao mesmo tempo em que grandes empresas alimentícias utilizam trabalho escravo, ferem leis ambientias e sonegam impostos para exportar alimentos. Além disso, celebramos o avanço do Movimento Popular de Luta (MPL), que reivindica um programa radical e independente para conquistar moradia, terra e trabalho para a classe trabalhadora brasileira. Estas e outras notícias você confere no nosso Boletim da semana!

O Boletim Mais Lutas Agrárias é uma parceria da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco com o PSOL Maranhão, presidido pelo companheiro Reynaldo Costa, militante do MST. Acesse a íntegra do boletim em nosso site!

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Meio Ambiente

  • Governo Lula eleva liberação de agrotóxicos e bate recorde em 2024

    Dados publicados pelo Mapa (Ministério da Agricultura e da Pecuária) mostram que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou a liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2024 e bateu recorde.

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    Brasil chega a 7 anos seguidos de aumento na liberação de agrotóxicos. Dos 663 aprovados em 2024, 12 estão na classificação de “produto altamente perigoso ao meio ambiente”.
  • Degradação na Amazônia cresce quase 500% em 2024, apesar de queda do desmatamento

    A queda na taxa de desmatamento na Amazônia em 2024 não foi suficiente para conter a degradação florestal do maior bioma brasileiro. Dados divulgados pelo Imazon nesta 2ª feira (27/1) indicam que a intensificação dos episódios de fogo, como queimadas, no ano passado impulsionou a degradação na região amazônica, que cresceu seis vezes em relação a 2023.

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    A degradação não vem só com o desmatamento. O fogo tem sido o principal motor de destruição das vegetações brasileiras, ele é o pelotão da frente para a sequência para uma contínua destruição.
  • Estudo detecta presença de metais em crianças de Brumadinho

    Acesse aqui a notícia completa!

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  • Justiça Federal libera pulverização aérea de agrotóxico glifosato no Maranhão

    Após 11 anos de proibição, a Justiça Federal liberou a pulverização aérea de glifosato no Maranhão. A aplicação foi suspensa em 2013 a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que alegou que o Estado não estava conseguindo fiscalizar o uso descontrolado e irregular da substância

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    O Maranhão é o estado que mais registrou contaminações por agrotóxicos em 2024, foram mais de 200 comunidades impactadas por esta prática.
  • Agronegócio amplia violência contra quilombolas no Maranhão para plantar soja

    O Brasil é o maior produtor de soja no mundo. Não há toa vários estados brasileiros têm esse meio de cultura como o principal produto agrícola. É o caso do Maranhão, que tem uma produção em valores financeiros quase três vezes superior ao milho em grãos, segundo item manufaturado mais vendido pelo estado, de acordo com o IBGE

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  • Trabalho escravo: mais de 2 mil foram resgatados no Brasil em 2024

    O Ministério do Trabalho e Emprego realizou, ao longo de todo o ano de 2024, 1.035 ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão. As operações resultaram no resgate de 2.004 trabalhadores submetidos a condições degradantes, assegurando o pagamento de R$ 7.061.526,03 em verbas trabalhistas e rescisórias

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    28 de janeiro é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, um câncer enraizado no Brasil sustentado pela sede de lucro, pela impunidade e pela ausência de políticas reais que superem a pobreza.
  • Clima de medo e ameaças persistem entre Avá Guarani no oeste do Paraná: ‘Estamos abalados física e psicologicamente’

    Os Avá Guarani que vivem na Terra Indígena (TI) Tekoha Guasu Guavirá, no oeste do Paraná, seguem enfrentando um clima de medo e insegurança, agravado por ataques violentos que deixaram feridos e aumentaram a tensão na região. Apesar da presença da Força Nacional, as comunidades relatam confinamento territorial, insegurança alimentar e vigilância constante por supostos pistoleiros

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  • Segundo maior frigorífico brasileiro lucra na Bolsa com lavagem de gado, desmatamento ilegal e pressão sobre terra indígena

    Margeado pelas últimas castanheiras que sobreviveram ao desmatamento, o trecho da estrada de terra da RO-370 foi recentemente terraplanado para a chegada do asfalto. A Transboiadeira recebeu máquinas frenéticas antes da temporada de chuvas amazônicas, em outubro de 2024, quando passamos por ela para acessar as fazendas que são o último destino de parte do dinheiro arrecadado pelo Fiagro, o Fundo de Investimento das Cadeias Produtivas Agroindustriais

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  • Morte no Campo: Mais um trabalhador rural é vítima fatal da violência na região da AMACRO, em menos de um mês

    Na manhã de hoje, 29 de Janeiro de 2025, foi encontrado morto um dos primeiros ocupantes da Ocupação Marielle Franco (antiga Fazenda Palotina): o senhor José Jacó Cosotle, 55 anos. Ocupante da área desde 2015, Jacozinho, como era conhecido, foi atingido por um tiro de espingarda debaixo do queixo, enquanto esperava um amigo para coletar castanhas. Ao lado do corpo da vítima, estava sua moto e a espingarda, provavelmente a mesma arma utilizada no crime

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    Região sul do Amazonas é um dos territórios com maior índice de violência no campo: em 2023 cerca de 200 casos de violência foram identificados. Este é o segundo assassinato em 2025 na região.
  • Crise dos alimentos: governo sairá da letargia?

    Governo abre mão de estoques reguladores e retomar o protagonismo estatal. Queda na popularidade de Lula é sintomática

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  • Por Moradia, Terra e Trabalho: O MPL e a Necessidade de Radicalizar a Luta

    Diante de um cenário de crises globais e nacionais, o MPL reafirma sua independência e necessidade de radicalizar a luta por moradia, terra e trabalho

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Questão Agrária e Direitos Humanos

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