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Boletim Mais Lutas Agrárias

#70

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Boletim Mais Lutas Agrárias #70 – 6 de outubro

Chegamos à 70ª edição do Boletim Mais Lutas Agrárias! Nesta edição, denunciamos o impacto dos agrotóxicos sobre comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul, o papel do agronegócio brasileiro como grande emissor de gases de efeito estufa e os riscos da exploração de petróleo na foz do Amazonas. Também trazemos denúncias sobre as desigualdades ambientais em Belém — sede da COP30 —, a convocatória do II Encontro Ecossocialista Latinoamericano e Caribenho e novos ataques à reforma agrária e aos direitos trabalhistas e territoriais. Estas e outras notícias você pode conferir no nosso Boletim!

O Boletim Mais Lutas Agrárias é uma parceria da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco com o PSOL Maranhão, presidido pelo companheiro Reynaldo Costa, militante do MST.

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Meio Ambiente

  • Cercada pela soja, aldeia tem agrotóxico na água de beber, na chuva e nascentes

    Entre 2021 e 2024, pesquisa revelou a contaminação generalizada por agrotóxicos em uma aldeia de Mato Grosso do Sul. Foram identificados 11 tipos diferentes de venenos na água da chuva, sem qualquer limite legal definido

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    “Em fevereiro de 2022, encontramos 11 agrotóxicos diferentes na água da chuva. E é importante ressaltar que não tem legislação que diga qual o valor máximo permitido”.
  • Sozinho, agro brasileiro emite mais que qualquer país da América do Sul

    O Brasil tem 238 milhões de cabeças de gado — mais que sua própria população — e é o maior emissor de metano da região. O agronegócio brasileiro, símbolo de “progresso”, se consolida como um dos grandes vetores da crise climática global

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    O agro brasileiro não prejudica apenas nosso país, prejudica o clima no mundo todo.
  • Estudo aponta riscos na exploração de petróleo na foz do rio Amazonas

    Publicação na Nature Sustainability alerta para impactos ambientais e sociais severos da exploração de petróleo na Margem Equatorial, no Amapá — podendo ser mais graves que o desastre do Golfo do México. Ameaças atingem a biodiversidade, comunidades ribeirinhas e até a economia do açaí

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    O artigo lembra que, em experiências anteriores, os royalties contribuíram para o aumento da desigualdade e não trouxeram melhorias sustentáveis
  • Na Belém da COP30, até a sombra é desigual

    Dados exclusivos da Sumaúma mostram o abismo ambiental entre bairros ricos e pobres de Belém. Enquanto as elites se abrigam em áreas verdes, 55% dos moradores caminham sob o sol escaldante, em ruas sem uma árvore sequer

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    Em Belém, mais da metade da população caminha sob o sol quente: 55% dos habitantes vivem em ruas sem uma árvore sequer.
  • II Encontro Ecossocialista Latinoamericano e Caribenho: territórios livres e convergência para ação

    De 8 a 11 de novembro, Belém sediará o II Encontro Ecossocialista Latinoamericano e Caribenho. A atividade busca articular lutas populares em torno de um novo modelo de sociedade, anticapitalista e ecossocialista, para enfrentar o capitalismo ecocida

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    Encontro avança por saídas concretas para um novo modelo de sociedade, a partir de uma alternativa ecossocialista e internacionalista.

Questão Agrária e Direitos Humanos

  • Fiocruz divulga nota de apoio ao Curso de Medicina para Assentados Rurais e Quilombolas (Pronera/UFPE)

    A instituição reafirma seu compromisso com o SUS e com a redução das desigualdades sociais ao apoiar o curso de Medicina voltado para assentados e quilombolas, iniciativa do Pronera em parceria com a UFPE

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    Certeira, Fiocruz fala da importância da formação de profissionais de saúde comprometidos com os princípios SUS, para a redução das iniquidades em saúde e das desigualdades sociais.
  • Na BR-319, a investigação demora, a grilagem avança e a Floresta morre

    Mesmo após dezenas de inquéritos e provas robustas, a Polícia Federal não prendeu nenhum suspeito dos crimes cometidos ao longo da rodovia. A omissão do Estado fortalece a grilagem e destrói a floresta

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    Bandeira do agronegócio, o PL da Devastação já causava danos bem antes da tramitação. Agora deve-se ampliar os estragos ao meio ambiente.
  • Como um laticínio que pertencia à Nestlé ‘evitou’ a Lista Suja do trabalho escravo

    A empresa, hoje controlada pela Lactalis, conseguiu evitar sua inclusão na Lista Suja questionando judicialmente uma fiscalização que resgatou 28 trabalhadores. A Justiça segue protegendo grandes corporações enquanto a AGU defende punições mais firmes

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  • Justiça Federal suspende pedidos de mineração em quilombo Kalunga, em Goiás

    A decisão paralisa processos de exploração de terras raras sobrepostas ao território Kalunga. A medida representa uma vitória importante na luta dos povos tradicionais pela preservação de seus territórios

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