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Boletim Mais Lutas Agrárias

#87

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Boletim Mais Lutas Agrárias #87 – 11 de fevereiro

Chegamos a mais uma edição do Boletim Mais Lutas Agrárias. Nessa edição, damos centralidade à luta tocada pelos povos Baixo Tapajós contra o Decreto 12.600/2025 que concede centenas de quilômetros de rios da região para a iniciativa privada dragar e tornar escoadouros de commodities para atender os interesses do extrativismo e do agronegócio. Além disso, destacamos a relação do agronegócio com o genocídio na Palestina a partir das denúncias do Movimento BDS contra a empresa Amaggi. Repercutimos também ataques dos ruralistas contra a luta dos sem-terra. Essas e outras notícias você pode conferir no nosso Boletim!

O Boletim Mais Lutas Agrárias é uma parceria da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco com o PSOL Maranhão, presidido pelo companheiro Reynaldo Costa, militante do MST.

Confira abaixo o boletim na íntegra:

Meio Ambiente

  • Dragagem do Tapajós: empresa líder do pregão foi multada 3 vezes pelo Ibama

    Indígenas de 14 povos do Baixo Tapajós ocupam há duas semanas o terminal da Cargill em Santarém (PA), em protesto contra a obra no rio e falta de consulta prévia; grupo também bloqueou a BR-163 e o acesso ao aeroporto da cidade; a DTA Engenharia, líder do pregão do DNIT, soma R$ 1,9 milhão em multas do Ibama

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    O projeto avança sem licenciamento ambiental e sem consulta prévia às aldeias, como prevê a Convenção 169 da OIT.
  • Proibidos fora do Brasil, agrotóxicos de multinacionais contaminam a Amazônia

    Pareceres do Ibama obtidos por SUMAÚMA apontam que as maiores empresas de pesticidas do mundo, como Syngenta e Bayer, mantêm em circulação no país produtos ‘altamente tóxicos’ ou considerados cancerígenos pela União Europeia

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    Agrotóxicos proibidos na União Europeia são largamente comercializados e utilizados no Brasil , vem de poderosas empresa como a Basf, maior grupo químico do mundo.
  • Povos do Tapajós enfrentam decreto de privatização das hidrovias

    Movimentos indígenas ampliam bloqueios e ocupações contra privatização dos rios e a dragagem do Tapajós, exigindo consulta prévia e respeito à Convenção 169 da OIT

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    Indígenas em lutas constantes sempre pelo bem da natureza, ou seja, pelo bem comum de todos.

Questão Agrária e Direitos Humanos

  • Agronegócio brasileiro financia ocupação ilegal de terras palestinas

    O Movimento BDS, realizou um chamado para “pressionar a Amaggi e impedir a aquisição de fertilizantes provenientes de territórios de alto risco ambiental em zonas ocupadas por Israel na Palestina”

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  • Empresa do ‘Rei do Ovo’ planta em área sobreposta a embargo por desmate no Piauí

    Análise da AidEnvironment aponta atividade agrícola em área registrada como embargada por supressão vegetal sem autorização; empresa reconhece sobreposição parcial com embargo, mas alega que o CAR da sanção está cancelado e portal ambiental está desatualizado

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  • Compro, arrendo: como o “Rei do Ovo” encurrala comunidades tradicionais no Piauí

    Magnata das granjas, brasileiro Ricardo Faria avança com produção agrícola em áreas com denúncias de conflitos por desmatamento e grilagem no Matopiba; fundos da Universidade de Harvard e bancos brasileiros injetaram recursos nas mesmas fazendas

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    O empresário ajuda a financiar a eleição de políticos da extrema-direita, deputados e senadores ruralistas favoráveis ao enfraquecimento da legislação que protege os biomas e os modos de vida tradicionais.
  • Ataque a acampamento do MST na Chapada Diamantina

    Invasão ocorreu no acampamento Rosimeire Araújo, em Piritiba. Além de incendiar barracos, policiais militares colocaram em risco crianças, idosos e mulheres, segundo relatos

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    A Bahia passa por um momento de intensos conflitos no campo, por sinal um dos berços do movimento ruralista Invasão Zero.
  • Banco do Nordeste financiou R$ 63 mi a fazenda ligada a conflito fundiário no Piauí

    Entre 2022 e 2025, o banco repassou R$ 63 milhões para o plantio de grãos na Fazenda Esmeralda, da Damha Agronegócios, empresa acusada de invadir territórios tradicionais e ameaçar famílias indígenas Akroá Gamella, no sul do Piauí; Desde 2021, parte da área é arrendada ao grupo Insolo, controlado por um bilionário listado pela revista Forbes

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    R$ 63 milhões financiados via Banco do Nordeste nos anos de 2022, 2024 e 2025. Ou seja, recurso públicos custeando a grilagem.

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